quinta-feira, 29 de abril de 2010

Esse mundo não é o mesmo que o vi antes,
Eles percorrem lugares que jamais viram antes
Descobrem novos espaços e assim se proliferam
Se deslocam para outras regiões porque nunca se sentem satisfeitos
Nada os agradam , nem mesmo o ambiente


Aquilo tudo era esdrúxulo aos olhos de quem os vejam
Ninguém mais reconhecem aquela cena,
Era um passado bem próximo que afasta todos
A rivalidade se manifestava e era mantida como prioridade
Tudo era motivo de manifestações e conflitos


Desvios sempre eram a solução, caminhos eram sempre perdidos
E eu me perguntava :Onde iria parar tudo isso?
Mas ninguém se manifestava a responder
Havia indecisões e perguntas sem resposta
Aquilo tudo causava aflição a todos


Sabe- se lá o que iria vir mais adiante, tudo estava perdido
Mesmo assim dentro de todos havia esperança
Acreditavem em um futuro melhor, mais progredido
Apesar que a fé não era encontrada no interior da alma
Tinham tudo e ao mesmo tempo nada

Ouvi pessoas pedindo resgate emocional
Isso era contínuo ao longo dos dias
Todos sofriam e se calavam no meio daquela gente
Povo esse que se desenvolveu e não soube se consolidar
Fizeram habitações mais não sabiam onde morar.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Desacustumei de olhar o céu e,
Me lembrar todas as noites daquele olhar
Que me guiava e me conduzia
Dentre as músicas que sempre ouço não mais recordo
Já não me faz mais lembrar

Mesmo que tudo volte a retroceder
Os melhores momentos não virão
É certo afirmar que nada será igual
Sendo que a cada palavra virou do avesso


Os caminhos são moldados e assim se vai
Para lugares onde não imaginei
A estrada me faz querer prosseguir
Em um lugar que eu sei que você não irá de vir.

Pedaços foram partidos e até hoje não sei o motivo
Deixados bem distante para que eu não pudesse vê- los
Era como se não soubesse se queria ver todo aquele vestígio
Pedaços hoje que antes eram aglomerados
e hoje, hoje são partidos cortados ao meio
Em pedaços não mais vividos.


Todos aqueles retratos faziam parte do pedaço
que os joguei pela janela e eu os deixei voar
Não os tenho mais talvez por medo da sua presença
E foi , foi em pedaços partidos
Para que o tempo os levassem de mim.

Eram apenas provas de todo o meu sentimento
Que abandonei e deixei aquela erosão levar
O vento não trouxe de volta, por isso não o joguei no mar
Porque se ali deixasse , poderia assim voltar.






Aquele tempo no relógio é incalculável
Tudo porque um dia presenciei você aqui comigo,
Tardes que o meu pensamento prioriza e o levo,
Levo dentro de mim para que sua imagem não se afaste
E não se vá assim como foi você.

Não era o que eu queria
E podia tê-lo hoje aqui
Mas não pude me conformar que um dia você iria,
Sim, iria sem deixar rastro, e assim , se foi
De tanto te ver achava que não fosse assim como foi
E esse acontecido foi dicícil não apagar
Foi tão rápido que não o notei

Aquele sorriso me dá agunia,
Pois não sei se é verdadeiro, mas confio no seu olhar
Se algo me faz feliz é saber que o vejo por um momento
Porque se você se foi, eu não sei
Mais a certeza diz que sempre lembrarei de você.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Não sei se foi ilusão,
mas presenciei um sonho dentro de mim
sonho esse que apenas guarderei comigo
Não o digo ,simplesmente o guardo
E deixo-o guardado para que não haja arrependimento
De um dia lembrar que foi tudo em vão

Se foi, e eu não o dei o valor
Não paguei a quantia merececida
E por acaso o vi derrepente
Lembrei de quanto o devia
Era um valor incálculável
Que nada iria pagá-lo, nem mesmo com a minha dor


As minhas lágrimas não iriam revelar tudo que sentia
A conta que somente eu levava comigo
Estava gravitando a todo momento dentro de mim
Se sinto algo ,lembro de você, como não lembrar
Se tudo aquilo era vivido intensamente
Veio e não retornará como o dia que não passou de ilusão .

sábado, 17 de abril de 2010

Às vezes é melhor nem parar para refletir
Não será o melhor caminho
Se eu penso, relembro daquelas noites
Noites traiçoeiras que me deixaram nesse estado

Sozinha e me mantendo sempre calada
Era como se eu não existisse
Sim talvez prazeres momentâneos
Que não vinha de minha vontade
E tudo isso me corrói aos poucos
Porque eu sei que essa abstinência não irá passar
Talvez ela nunca me deixará

Seria como o vento em dias vazios
Não iria vê-lo mas podia sempre senti-los
Até um dia que esse vento me abandonasse
Mais como posso usar essa metáfora
Comparando a minha angústia com o vento
Que mesmo eu o querendo longe,
Não queria que me deixasse.
Espalhadas pelo chão vejo as folhas.
Folhas que caíram de uma árvore.
Que as perdi quando o vento as arrancou,
Arrancou de mim instantaneamente.
E instantaneamente me senti vazia.
Sem um coração, sem uma alma.
Assim se foram sem um adeus de despedida.
Sem ao menos contemplar o último dia.
O último dia de um último adeus.
E agora me encontro olhando o nada.
Algo vezes que se foi, se foi,
Naquela noite de outono.
Sozinha naquela noite fico a olhar.
A olhar o doce luar.
Só assim eu te sinto, porque eu não posso te ver.
Não o lembro mais como antes.
Em que antes tudo era magnífico.
Os rastros das lembranças vão evaporando,
Vão sumindo e já não fazem parte de mim.
A essência de seu perfume já não aromatiza mais a minha blusa ou o meu cabelo.
E mesmo assim ainda sinto seu cheiro.
Por fim sempre será uma doce lembrança ou recordação.
Uma recordação de uma noite de verão.



Em homenagem a minha amiga Marina que fez comigo.

Em algum momento da vida, reflita e analise o que você fez no passado, com facilidade você poderá enchergar o seu futuro.

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